| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Anseriformes |
| Família: | Anatidae |
| Leach, 1820 | |
| Subfamília: | Anatinae |
| Leach, 1820 | |
| Espécie: | O. vittata |
A marreca-rabo-de-espinho é uma ave anseriforme da família Anatidae.
Seu nome científico significa: do (grego) oxus = com ponta, pontuda; e oura = cauda; e do (latim) vittatus, vittata, vitta = listrado, com faixas, banda. ⇒ Ave com faixa e cauda pontuda.
A marreca-rabo-de-espinho é uma ave pequena, medindo entre 36 e 46 centímetros de comprimento e pesando o macho da espécie entre 600 e 850 gramas, e a fêmea entre 510 e 700 gramas de peso. Apresentam dimorfismo sexual: o macho possui a cabeça negra, plumagem do corpo castanho-avermelhada e bico azul; a fêmea possui plumagem do corpo castanho-escura, garganta e pescoço branco, coroa e faixa clara na lateral da cabeça negra. Ambos os sexos apresentam o crisso claro e característica cauda rígida. O indivíduo jovem de marreca-rabo-de-espinho apresenta plumagem semelhante a plumagem da fêmea da espécie.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Alimenta-se de pequenos peixes e de alguns frutos como a jabuticaba e açaí.
A principal característica desta espécie é o tamanho avantajado de seu pênis intromitente que, em proporção ao tamanho do corpo, é o maior de todos os vertebrados. O pênis da marreca-rabo-de-espinho é espiral, aproximadamente igual em comprimento ao de um avestruz, e possui uma textura espinhosa e semelhante a uma escova. A fêmea, por uma vez, possui uma vagina espiral em sentido oposto. Pouco é conhecido sobre o ato sexual desta espécie.
É uma espécie promíscua e agressiva na sua atividade sexual, com os machos competindo para copular com as fêmeas. O macho pode usar uma estrutura semelhante a uma escova na ponta de seu pênis para remover o esperma dos companheiros anteriores do oviduto da fêmea.
A ninhada consiste de seis a doze ovos. É possível encontrar ninhos onde mais de uma fêmea tenha depositado seus ovos. A incubação é feita pela fêmea.
É encontrada no Chile e Argentina, migrando no inverno para o sul do Brasil e Paraguai. Passa a maior parte do tempo na água e raramente voa.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: